Blog em fase de remodelação

Ah grande Jesus!
Que capa mais criativa... a parte dos 7 golos, enfim... é uma piadinha, mas de resto está espectacular!
8 vivas ao SLB!!!
E muito boa sorte à Selecção que está quase a entrar em campo. Vamos levar a que esses meninos dinamarqueses se arrependam do que disseram.

E já se acabou o mês preferido de grande parte dos portugueses. É incrível o efeito que este mês tem sobre as pessoas. Tudo começa uns diazinhos antes, com a preparação das viagens, especialmente os emigrantes; a tentativa de encafuar tudo e mais alguma coisa dentro dos veículos de 4 rodas que os irão levar numa especie de road to paradise, ao encontro da Miss Loura (em formato 20 cl) e da Mademoiselle Sardinha assada. Estes dias são vividos num autêntico count-down, até se chegar ao dia 31, dia que, tal como o Mestre da Culinária Quim Barreiros nos ensinou, "é o melhor dia para casar... porque depois entra Agosto".
Ah, o Quim com a sua habitual tendência para a rambóia! E é este espírito que está bem presente nas pessoas que por cá passam o seu período de férias. Porque neste período, não se fala nem pensa na crise... aliás, e mesmo que essa ideia passe momentaneamente na cabeça de algum popular mais abatido, nada que um concerto da Ágata ou de um dos seus 250 sobrinhos (as) não resolva!
E os espectáculos de fogo-de-artifício, quão espectaculares são? E são mais ainda quando o pessoal pirotécnico os resolve colocar a 2 passos do recinto da festa... eu até percebo a ideia deles, de aproximarem e unirem a população ao espírito fogueteiro (com letra minúscula e não maiúscula, que os meus vizinhos da margem sul não são para aqui chamados) mas a chuva de papéis, cinzas, areias e sei lá mais o quê a cheirar a enxofre é outro espectáculo dentro deste espectáculo!
Os dias, para quem está longe das praias, são passados em rios, riachos, piscinas... enfim, todo e qualquer local que possa refrescar, pelo que para isso é aconselhável que tenham também uma barraquinha onde se possa vender as Misses referidas lá atrás.
Outra coisa que é muito curiosa é a quantidade de artistas musicais que aparecem durante este mês, e que constituem o "combustível" que mantém os arraiais e festarolas que ocorrem um pouco por todo o país. Dá-me a impressão de que, por estas alturas, uma pessoa dá um pontapé numa pedra e de lá de baixo salta logo um artista com uma voz estridente, acompanhado de 2 colunas com som reles e 2 bailarinas brasileiras/ucranianas que acabaram de vir de um desfile da Triumph. A música, ou o que eles tentam fazer com aqueles ruídos, é no mínimo bizarra e quanto à voz destes cantores... dá-me a ideia de que um tipo que saia dos Cuidados Intensivos, onde esteve entubado, ainda é capaz de cantar melhor do que a maioria destes artistas, mas enfim... o que importa é que a música té sempre dada à paródia, aspecto indispensável para o espírito estival!
Mas o tempo passa, por vezes, rápido demais, e num instante o mês lá se passou. E assim chegou a altura do regresso aos locais de partida, novamente com o ritual de encafuar milhares de coisas nos carros, mais os frangos, garrafões de vinho, chouriças, salpicões e alheiras que entretanto receberam (bem sei que já há bastantes emigrantes a optar pela viagem de avião, mas agrada-me a imagem de uma família metida num veículo cheio de todas as coisas já referidas, entre outras, durante tantas horas). E todas as fitas, parlcos, arcos e arquinhos, mais ou menos iluminados, regressam para dentro de armazéns escuros e sombrios onde irão aguardar durante um ano, por novos dias de glória
P.S. Foto retirada do filme "Aquele Querido Mês de Agosto" de Miguel Gomes
Como já devem ter reparado, nos últimos tempos este blog tem estado envolvido na aura silly season, daí a ausência de actualizações (o melhor período para este blog, dirão alguns leitores revoltados), que se manterá até ao mês de Setembro.
Antes disso, deixo apenas 3 pequenos apontamentos:
Find Me Here
Speak To Me
I want to feel you
I need to hear you
You are the light
That's leading me
To the place
where I find peace, again.
You are the strength, that keeps me walking.
You are the hope, that keeps me trusting.
You are the light, to my soul.
You are my purpose, you're everything.
And how can I stand here with you and not be moved by you?
Would you tell me how could it be any better than this?
You calm the storms, and you give me rest.
You hold me in your hands, you won't let me fall.
You still my heart, and you take my breath away.
Would you take me in? Take me deeper now?
And How can I stand here with you and not be moved by you?
Would you tell me how could it be any better than this?
And how can I stand here with you and not be moved by you?
Would you tell me how could it be any better than this?
Cause you're all I want, you're all I need
You're everything, everything
You're all I want, you're all I need
You're everything, everything.
You're all I want, you're all I need.
You're everything, everything
You're all I want, you're all I need.
You're everything, everything.
And how can I stand here with you and not be moved by you?
Would you tell me how could it be any better than this?
And how can I stand here with you and not be moved by you?
Would you tell me how could it be any better, any better than this.
And How can I stand here with you and not be moved by you?
Would you tell me how could it be any better than this?
Would you tell me how could it be any better than this?
Boas férias!
... Vou só ali ver se ainda estou vivo e já venho!
Nos entretantos, fiquem com esta maravilhosa canção do produtor brasileiro Gui Boratto - No Turning Back.
Take a chance in those wonderful words you just don't understand.
I can show you the way but I know that you'll never be there.
All the time, all the shine of your eyes I would never forget.
All I know there's no time, there's no life, there is no turning back.
There is no turning back...
No turning back...

Apercebo-me agora de que nunca aqui coloquei nenhuma canção do senhor Justin Vernon, mais conhecido por Bon Iver (bon hiver, expressão francesa que significa bom inverno).
Verdadeiramente lamentável, bem sei!
"For Emma, Forever Ago" é o nome do primeiro álbum a solo de Bon Iver. Este álbum tem uma história muito interessante, resultando de um processo criativo em que Justin Vernon se isolou numa cabana, durante 3 meses, numa fuga a um anterior projecto musical e ao fim de uma relação amorosa. Deste isolamento e da turbulência emocional porque passou, saiu um dos melhores álbuns dos últimos anos, aclamado mundialmente por toda a crítica.
São inúmeras as vezes em que já ouvi o álbum (que já data do ano passado), mas a cada nova audição, descubro um novo detalhe e fico a gostar ainda mais deste.
É difícil seleccionar apenas uma canção do álbum, pois todas elas são absolutamente incríveis.
Hoje, deixo aqui "Flume" a canção que inaugura "For Emma, Forever Ago".
E esta é uma cover muito interessante que uma belíssima rapariga, de seu nome Kina Grannis, fez desta canção.
I am my mother's only one
It's enough
I wear my garment so it shows
Now you know
Only love is all maroon
Gluey feathers on a flume
Sky is womb and she's the moon
I am my mother on the wall, with us all
I move in water, shore to shore;
Nothing's more
Only love is all maroon
Lapping lakes like leary loons
Leaving rope burns --
Reddish ruse
Only love is all maroon
Gluey feathers on a flume
Sky is womb and she's the m
No momento de Sistema Mental Sonoro de hoje, deixo-vos com uma malha incrível que a senhora Karen O juntamente com os seus companheiros dos Yeah Yeah Yeah fizeram!
Acompanho esta banda nova-iorquina desde 2006, por alturas do álbum "Show Your Bones, e este 1º single do álbum It´s Blitz (lançado em Março) soa muitíssimo bem! Brilhante canção!
Choquem-se, pois então, com o vídeo da actuação no Festival Coachela edição 09, e depois com uma versão ainda mais calma e tranquila para esta chocante canção (pelo lado positivo, pois claro)!.
Wu-oo-oo-oo-oo-oo
Ah-ah
Wu-oo-oo-oo-oo-oo
Ah-ah
I know
Talk to unknown
Ever
Lasts forever
It’s a
Shock, shock
To your soft-side
Summer loom
Catch your shut-eye
In your room
In my room
In your room
In my room
Louder
Lips speak louder
Better
Back together
Still it’s a
Shock, shock
To your soft-side
Summer looms
Catch your shut-eye
In my room
In your room
In my room
In your room
It’s the time, it’s the day
…don’t leave me
It’s the time, it’s the day
…don’t leave me
It’s the time, it’s the day
…don’t leave me
It’s the time, it’s the place
Don’t leave me… out
Leave me out
Leave me out
Leave me out
Wu-oo-oo-oo-oo-oo
Wu-oo-oo-oo-oo-oo
Ah-ah
Wu-oo-oo-oo-oo-oo

Aproxima-se mais uma época de exames na faculdade, as 2 alturas do ano em que os universitários ficam mais atarantados e atordoados, mais ainda do que no final de uma noite académica em que o Quim Barreiros e a Super Bock, foram mestres de cerimónia.
Por estes lados, tal como em muitos outros lares, cantinas, bibliotecas ou vão de escadas junto a estas, são folhas e folhas que se acumulam, mais ou menos riscadas, com mais ou menos pontos de exclamação, pontos de interrogação ou chamadas de atenção (como Exame!) na perspectiva, infrutífera no entanto, de num futuro breve (e antes do exame, de preferência) algumas coisas possam ser revistas ou pesquisadas mais profundamente.
Outra das marcas desta quadra são as tradicionais manchas lívidas na região infra-orbitária, ou seja, as olheiras. De diferentes tamanhos, mais ou menos marcadas, associadas ao termo "marrar os apontamentos" de uma forma demasiado literal ou não, resultantes de sessões nocurnas de estudo, ou apenas da falta dele, é raro encontrar universitário, por estas alturas, que não as tenha.
A completar o quadro estão as faces pálidas, os olhos um pouco avermelhados (a chamada hiperémia conjuntival, xee o que eu sei de Oftalmologia!), as pilosidades faciais com dimensês consideráveis nos "doutores", e em algumas (felizmente poucas) "doutoras" que parecem querer fazer uma espécie de acto solidário um tanto ou quanto "bizarro" com os rapazes.
Garrafas de água (sim de aguinha, meus caros) juntamente com mesas recheadas de canetas, marcadores fluorescentes (com todas as cores possíveis e imagináveis) são presença frequente nas mesas onde estejam universitários a estudar, ou pelo menos a tentar.
Sim a tentar, muitas das vezes a culpa não é nossa senhores Ex.mos Profº Drs., mas sim: da senhora (ir)responsável da biblioteca que lhe passa pela cabeça fechar a sala, assim de um momento para o outro; ou mais complicado ainda, devido à mesa ao lado, ou da frente, ou da ponta... em que estejam belíssimas "doutoras" a estudar dedicamente e que rradiam simpatia e inteligência... argh, não há condições meus caros, é o que eu vos digo!
Bem, agora vou voltar ali a pôr os olhos em cima de cerca de 6500 folhas que estão mesmo a merecer serem riscadas! Bom Estudo!
Apesar dos muitos pedidos para tocar a "Borboleta", Manel Cruz optou por não o fazer. Numa tentativa de fugir ao óbvio, à canção com mais airplay, refere "existirem outras preferências".
Enfim, foi pena porque esta é uma das canções de que mais gosto.
Fica aqui a canção:

Foi ontem o tão aguardado concerto de Manel Cruz, pelo projecto "Foge Foge Bandido".
Como fui anunciando aqui, as expectativas eram bastante altas, e penso que foram, em grande parte, alcançadas.
A sala 1 do Cinema S. Jorge encheu-se para receber o Bandido e assistir à transformação de um dos projectos mais originais da música portuguesa, da versão disco/livro para os palcos. Um álbum, constituído por 2 discos com cerca de 80 faixas, entre interlúdios e ilustrações sonoras, canções e poemas/desabafos.
Eu tornei-me fã à posteriori dos Ornatos Violeta, através do memorável "O Monstro Precisa de Amigos". Desde aí, tenho tentado acompanhar a carreira dos elementos, com especial atenção ao genial Manel Cruz. Dos Supernada pouco soube, dos Plutos gostei bastante do álbum - "Bom dia", tendo algumas belíssimas canções que retomam o trilho (e brilho) marcados pelos Ornatos.
O concerto de ontem foi memorável! Num ambiente quente, não só a nível anímico mas também o próprio termóstato contribuiu para este clima (e justificou bocas do público como "Tá um calor do caralho!").
O concerto iniciou-se com "A Cisma", seguido de "Não Aldrabes" e "Um Tempo Sem Mentira", e pode ser comprovado por aqui.
Atrás de uma parafernália de instrumentos musicais, dos mais convencionais aos mais alternativos, Manel Cruz cantou e encantou um S. Jorge apinhado de pessoas. Fez-se acompanhar com uma quadratura de músicos, tendo em várias ocasiões alcançado simbioses incríveis.
Podem consultar o belíssimo texto da Lia Pereira, juntamente com as fotos do concerto de José Goulão, no site da Blitz.
Muito mais haveria a dizer do concerto de Manel Cruz, mas as palavras seriam escassas para o definir. As várias ovações finais em pé, com um S. Jorge massivamente a bater palmas durante largos minutos, são uma enorme prova do momento especial que aconteceu naquela sala lisboeta! A prova de que a criatividade e genialidade pode ser recompensada e aclamada, verificou-se ontem!
Parabéns, e obrigado, ao Bandido e seus cúmplices!

P.S. À saída do S. Jorge, encontravam-se vários elementos da PSP. Estariam a temer a fuga do Bandido?! Fica a questão...